Deus – um pai que não se esquece dos seus filhos


 

Como um pai trata com bondade os seus filhos, assim o SENHOR é bondoso para aqueles que o temem. Salmos 103:13

A história de Abraão

Deus o convida deixar sua casa e seus parentes e ir para uma terra distante e desconhecida;

O Senhor lhe promete um filho e abençoar sua descendência;

Embora sua mulher fosse estéril, o Senhor abriu a sua madre e lhe concedeu um filho por nome Isaque (riso).

A história de Abraão muda quando Deus lhe pede Isaque em sacrifício: "E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe" (Gn 22.2,4).

Por que Deus mandou Abraão sacrificar Isaque num lugar distante três dias de onde eles estavam? Porque Deus não indicou um lugar mais próximo? Havia outros lugares nas redondezas para oferecer sacrifícios? Porque não um lugar distante 1 hora?

Conclusão: Se Deus, como afirma a Bíblia, estava provando Abraão, então à prova deveria ser completa. Ele, Abraão, teria três dias para mudar de ideia. Sim, Deus concedeu-lhe tempo suficiente para que ele dissesse um não à sua ordem. No entanto, ainda assim, Abraão foi fiel à vontade de Deus.

Deus nos oferece o livre arbítrio, cabe a nós aceitar ou recusar obedecê-lo. Ele não nos guiará se não o desejarmos como Senhor de nossas vidas.

Não somos obrigados a obedecê-lo, todavia, somos responsáveis pelo rumo que desejamos seguir. A maçaneta da porta do nosso coração fica do lado de dentro e cabe a nós abri-la ou manter fechada (Ap 3.20).

Qual o personagem que iremos representar? Abrão que anda pelo caminho da provação e vai sacrificar seu único filho em obediência a vontade de Deus, ou Isaque que no caminho da confiança, acredita que seu pai tem o melhor para ele.

O sacrifício de Isaque mostra-nos que a provação e confiança, não somente andam juntas, mas se cruzam em um lugar no monte, no altar da provisão, onde a vontade de Deus se manifesta.

1. Deus usa as nossas provações para formar a nossa confiança;

2. A nossa confiança é formada quando vencemos as provações;

3. No altar as nossas provações e confiança ganham sentido;

4. No altar eu coloco tudo que possuo de mais valioso, numa entrega total, crendo na provisão de um Deus que se alegar em nos abençoar.

Quando nasceu Isaque, Abraão reputava com base na fé, que a promessa estava sendo cumprida. Mas, após Sara morrer e Abraão casar-se com Quetura, obtendo outros filhos, havia o risco de Abraão ser dissuadido da fé, e voltar a rir da promessa, visto que ele ainda podia gerar filhos, mesmo após considerar impossível obtê-los por causa da idade avançada (Gn 17.17).

O que Deus pretendia com a provação?

Com a provação Deus estava cuidando de Abraão! Mas, Como? Pedro nos diz: “Essas provações são para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.7 e 1Pe 4.12-14).

Ora, as provações não são instrumentos de medida para se mensurar a fé daqueles que professam a Cristo, antes tem o fito de ‘redundar’ em louvor, glória e honra na revelação de Cristo "Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam" (Tg 1.12).

Ou seja, a provação é conforme o propósito e segundo o conselho da vontade de Deus, ‘afim de sermos para louvor da sua glória’ (Ef 1.11-12). Abraão foi chamado por Deus para louvor de sua glória!

Como Abraão riu-se da promessa quando vislumbrou as impossibilidades (Gn 17.17), ele poderia novamente rir-se da providência divina após gerar filhos de Quetura (Gn 25.1-52).

As seguintes questões poderiam sobressaltar Abraão:

1. Será que Sara era estéril mesmo?

2. Ismael, Isaque, Zinrá, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Sua não foram filhos da minha carne?

3. Será que a falta do “costume das mulheres” em Sara era mesmo uma impossibilidade de ter filhos?

4. A idade de Sara era um real impedimento para ela conceber?

5. Visto que pude ter filhos com mais de cem anos com Quetura, o filho de Sara não poderia ser produto da minha ‘virilidade’?

Todas estas questões não poderiam levar Abraão a gloriar-se da sua carne?

Ao ser exigido o sacrifício de Isaque, Abraão teve que recobrar o seu filho dentre os mortos, confiando no poder de Deus “Abraão julgou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar, e daí também em figura o recobrou” (Hb 11.19).

Ou seja, quando Abraão se predispôs obedecer à ordem divina para oferecer em holocausto o seu filho, ele deixou de ter um filho segundo a sua carne (embora o filho segundo a promessa de Deus fosse proveniente das ‘entranhas’ de Abraão e Sara), para receber o seu filho dentre os mortos.

Daquele momento em diante, Abraão estava desprovido de qualquer elemento que o levasse a considerar posteriormente que Isaque era fruto de sua carne, ou que a sua própria carne havia lhe concedido Isaque. Após o evento da oferta de Isaque, Abraão, segundo a providencia divina, teve a confirmação de que nada alcançou segundo a carne "Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?" (Rm 4.1).

Para alcançar Isaque, Abraão teve que recobrá-lo dentre os mortos, agindo de modo a dar cabo da própria promessa. Naquele momento em que Abraão ofereceu o seu único filho, a palavra de Deus foi posta acima de evidências físicas da promessa. Abraão descansou na providência divina, pois o descendente sobre quem a promessa repousaria ainda estava por vir!

A prova da fé do homem não é porque Deus quer saber ou mensurar algo a respeito do homem. Antes, a prova da fé tem em vista a preservação da confiança do homem, o que redunda em louvor, glória e honra a Deus (1Pe 1.7).

Abraão E Isaque – Alceu Pires

Composição: Pr. Alceu Pires

Cabisbaixo, pensativo ele vai
É normal os sentimentos de um bom pai, segue adiante
Cada toque do seu cajado no chão lhe doía, mas o velho coração confiante
Na divina providência acontecer
Poderia ver em tempo, então descer, vinda dos altos céus
Todavia vinha chegando a Moriá Sua joia mais preciosa entregar em sacrifício para Deus
Vai Abraão, vai Abraão.

Pelas matas passarinhos a cantar, borboletas pelos campos revoar, segue em frente
Para Isaque que seguia logo atrás tudo aquilo para ele era paz, inocente
De repente o silêncio de Abraão foi quebrado por uma interrogação
Era o filho seu: Ó meu pai, a lenha, o fogo aqui está
O cordeiro onde vamos encontrar e Abraão lhe respondeu:
Deus proverá, Deus proverá
E ao chegarem lá no monte Moriá
Foi Isaque amarrado sobre o altar preocupado
Talvez ele pensou consigo mesmo e disse:
Como pode meu pai dizer me amar
Com as suas próprias mãos vai me matar, mas calado

E o coração do velho Abraão bateu forte ao levantar
Sua mão de repente escutou:
Abraão não faças tal, bradou assim
Bem conheço agora que temes a mim
E Abraão se alegrou: Grande é Jeová, grande é Jeová

E a parte mais bonita, agora vem
Nosso Deus prepara tudo muito bem, é ordeiro
Abraão agora olhando com paz avistou preso entre os matagais, um cordeiro
Como disse Abraão, o Senhor proveu, no lugar de Isaque, seu filho
Um outro cordeiro morreu símbolo de Jesus, que mais tarde
Realmente esteve aqui, aceitou morrer por você e por mim
Sim por você e por mim, crucificado em uma cruz
Pra nos salvar, ele sofreu, mas ressurgiu, tudo venceu
Aleluia, ele venceu, aleluia, aleluia

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