Ceia do Senhor. Façam em memória de Jesus!


Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo: — Peguem e comam; isto é o meu corpo. 27 Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, dizendo: — Bebam todos vocês 28 porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo. 29 Eu afirmo a vocês que nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino do meu Pai. 30 Então eles cantaram canções de louvor e foram para o monte das Oliveiras. Mateus 26:26-30.

Falar sobre a Santa Ceia do Senhor pode parecer redundância para alguns cristãos.

  • Alguns podem questionar se não há temas mais importantes para ministrar numa reunião de culto;
  • Outros dizem que a Santa Ceia é desnecessária para os dias de hoje, por considerá-la um ritual arcaico e ultrapassado;
  • Tem aqueles que a consideram importante, mas não entendem o porquê realizá-la com frequência. Essa opinião é tão comum que, geralmente ouvimos algum crente dizer – “eu já tomei ceia na igreja X ou Y e não preciso tomar novamente”.

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A Santa Ceia não foi instituída pelos líderes da igreja no primeiro século; não é fruto de ideias de qualquer liderança histórica da igreja. A Ceia foi instituída pelo seu fundador e Senhor, foi ele quem ordenou que a celebrássemos até a sua volta. Ela não é uma tradição ultrapassada ou sem significado.

  • A Santa Ceia é comunhão. Portanto, todas as vezes em que ceamos juntos estamos praticando a nossa comunhão.
  • E, quando estamos reunidos em comunhão na Ceia do Senhor, trazemos a memória, comunicamos ou proclamamos uns aos outros a morte do Senhor, a sua história, sacrifício, ressurreição, até que ele volte.
  • Portanto, quando trazemos a lembrança o que Jesus realizou, nos empoderamos das suas promessas e somos espiritualmente fortalecidos para seguir a jornada da fé. A Ceia permite-nos exercitar a fé para alcançar tudo o que Deus pode nos prover.

Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas narram o momento de comunhão entre Jesus e os discípulos na última ceia, celebrada na noite em que Jesus foi traído por Judas. Essa cena ocorreu no feriado judaico da Páscoa e também foi descrita por Paulo (I Coríntios 11:23-26).

  • Portanto, para melhor compreensão da Ceia devemos entender o significado da Páscoa judaica, uma vez que Jesus a celebrou com seus discípulos durante a última Ceia.

Jesus disse aos discípulos que estava animado para celebrar a refeição de Páscoa com eles. Jesus tinha reservado uma sala onde iriam jantar. Mateus 26:17,18 – No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram: — Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor? 18 Ele respondeu: — Vão até a cidade, procurem certo homem e digam: “O Mestre manda dizer: A minha hora chegou. Os meus discípulos e eu vamos comemorar a Páscoa na sua casa.”

A última Ceia marcou um momento importante na vida de Jesus e dos discípulos; era a última refeição que teriam antes da sua condenação injusta e sua crucificação. Imagine um jantar de despedida, a última vez em que você estará com a pessoa. O que você diria para ela?

  • Na reunião há um momento de tristeza quando Jesus afirma que havia um traidor entre eles;
  • Um silêncio quando Jesus declara que a sua hora estava chegando;
  • Pedro declara que jamais irá abandonar Jesus, que está disposto a segui-lo até a morte;
  • Em certo momento o ambiente é tomado pela alegria enquanto eles cantam canções de louvor a Deus e celebram a Páscoa (Êxodo 12:12-14). Provavelmente, lembraram dos feitos de Moisés e falaram sobre coisas boas que experimentaram ao lado de Jesus;
  • Terminada a reunião eles decidem subir ao Monte das Oliveiras para orar, mas ao chegar no monte a tristeza tomou conta dos corações dos discípulos, enquanto Jesus se afastou para orar.

Jesus desejou cear com os discípulos a última ceia, aquele momento marcou suas vidas para sempre; a exemplo da libertação dos israelitas do Egito, os discípulos foram libertos dos poderes opressores das trevas. Ainda hoje, quando olhamos para a mesa da Ceia do Senhor, nós vemos através do seu significado a nossa libertação por intermédio do sacrifício de Jesus.

Jesus é o nosso cordeiro pascal. Assim como a libertação dos judeus requereu o sangue de um cordeiro, a nossa libertação foi conquistada através do sangue do cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Por isso, na Santa Ceia, o crente comemora a sua libertação espiritual da escravidão do pecado e da opressão maligna, para uma nova vida com Cristo.

  • Podemos afirmar que a Santa Ceia é a Páscoa do cristão instituída por Jesus para os seus discípulos, um momento de comunhão para celebração da nossa redenção.
  • A última Ceia de Jesus com os discípulos foi uma noite de despedida e o momento em que Jesus revelou que a luz do novo dia estava chegando; o dia em que qualquer pessoa poderia se tornar livre através do seu sacrifício, Lucas 22:19b – Isto é o meu corpo que é entregue em favor de vocês. Façam isto em memória de mim.

Jesus Cristo sofreu por nós. Ele foi espancado, cuspiram em sua face, foi desprezado e abandonado pelos amigos; humilharam Jesus colocando em sua cabeça uma coroa de espinhos. Jesus foi levantado na cruz para que por meio da sua morte pudéssemos reatar a comunhão com Deus.

  • Jesus voluntariamente foi a cruz e com dois pedaços de madeira e três pregos construiu a ponte pela qual qualquer pessoa pode chegar-se a Deus.
  • Jesus não foi pego de surpresa quando recebeu a sentença de condenação. A cruz estava em seu caminho, os discípulos ficaram surpresos, mas Jesus sabia que teria que passar pela cruz em favor da humanidade. Efésios 1:7,8a – Pois, pela morte de Cristo na cruz, nós somos libertados, isto é, os nossos pecados são perdoados. Como é maravilhosa a graça de Deus, 8 que ele nos deu com tanta fartura!

Na última ceia, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus, em seguida repartiu com seus discípulos e disse: — Isto é o meu corpo que é entregue em favor de vocês. Façam isto em memória de mim. (Lucas 22:19b).

  • Tanto o pão quanto o cálice têm a sua importância e significado durante o ato de cear. Ambos representam o corpo e o sangue do Senhor que nos trouxe de volta a comunhão com Deus.

Vejamos alguns exemplos de pães citados na Bíblia e o que eles têm em comum com a Ceia do Senhor:

  1. O pão que nos alimenta cada dia. Em Mateus 6:11, Jesus ensina a orar pedindo – o pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Jesus está falando sobre o alimento natural necessário para manter o corpo saudável. A pessoa come mesmo que não esteja faminta porque sabe que o alimento é necessário para viver.
    1. Do mesmo modo, a Ceia do Senhor é necessária para manter a nossa vida cristã saudável, trazendo a memória a obra de Cristo.
  2. O pão da provisão. Uma multidão seguiu Jesus durante todo o dia, no final da tarde eles estavam famintos e Jesus ordenou aos discípulos que alimentassem o povo. Mas os discípulos só tinham cinco pães e dois peixes. Jesus ordenou que todos se assentassem, em seguida deu graças, partiu o pão e deu aos discípulos para alimentar uma multidão de mais de cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças. Todos ficaram satisfeitos, Mateus 14:17-21.
    1. Ainda hoje, Jesus continua sendo o pão da provisão na vida de muitas pessoas, trazendo multiplicação e suprindo suas necessidades. Deus continua cuidando do seu povo!
  3. O pão sagrado (propiciação; proposição). Todo sábado, doze pães eram colocados sobre a mesa de ouro, no lugar santo do tabernáculo e no templo (Levíticos 24:5-8). Esses pães eram consagrados a Deus como oferta de alimentos. Eles representavam a aliança entre Deus e seu povo e serviam de alimentos para os sacerdotes que só podiam comê-los no lugar santo.
    1. Quando nos servimos do pão da Ceia, lembramos que Deus tem uma aliança conosco, que sempre estará com o seu povo e que somos sacerdotes nesse novo tempo de Deus, sacerdotes que se alimentam no templo do pão da vida que é Jesus.
  4. Pão sem fermento (ázimo; asmo). Êxodo 12:17. Era um símbolo da libertação do cativeiro, sempre que os israelitas comemorassem a Páscoa deveriam comer desse pão para lembrar dos sofrimentos de seus antepassados que foram libertos da escravidão.
    1. Na última ceia, Jesus ordenou aos discípulos que deveriam celebrar a Ceia comendo do pão e bebendo do cálice, como um símbolo da nossa libertação do jugo da escravidão do pecado.
  5. O pão vivo que desceu do céu. Em João 6:48-50, Jesus declarou que os israelitas comeram do maná no deserto e morreram, mas quem comesse do pão vivo que desce do céu alcançaria a vida eterna. Jesus não estava se referindo a vida natural que um dia cessa, mas falando sobre a vida espiritual que transcende a morte e segue pela eternidade.
    1. Esse pão espiritual é a palavra de Deus que alimenta o espírito do ser humano. João 6:63 – O Espírito de Deus é quem dá a vida, mas o ser humano não pode fazer isso. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida. 

Assim como o pão representa o corpo de Cristo, o cálice da Ceia simboliza o sangue de Cristo. Lembro-me que anos atrás era comum ouvir pregações falando sobre o poder do sangue de Jesus: o sangue que protege; liberta; perdoa; cura. Ultimamente, os crentes falam, cantam ou ensinam pouco sobre o sangue de Jesus, há quem diga que não é bom usar esse tipo de linguagem numa pregação porque pode assustar as pessoas. Alegam que falar sobre o sangue, sacrifício e expiação pode causar um impacto negativo nas pessoas.

  1. Penso que essa é uma maneira do inimigo atuar, no sentido de abafar um tema tão relevante para a vida cristã. A nossa expiação foi possível por causa do sangue de Jesus, não podemos negar essa verdade. É o sangue de Jesus que nos limpa de todo pecado, Mateus 26:28 – porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo.
    1. A Bíblia declara que sem o derramamento de sangue não haveria remissão, Hebreus 9:22 – De fato, de acordo com a lei, quase tudo é purificado com sangue. E, não havendo derramamento de sangue, não há perdão de pecados.
  2. O sacrifício de Jesus na cruz é a única maneira pela qual os nossos pecados podem ser perdoados. O ser humano não tem poder de se redimir pelas obras, por melhores que sejam. Só através do sacrifício de Jesus a pessoa pode ser restaurada a comunhão com Deus. Os pecados não podem ser removidos pelas boas obras, pelas riquezas ou influência de amigos, só pelo sangue de Jesus.
  3. Jesus foi o último sacrifício aceito por Deus para remissão dos pecados. Jesus é o supremo sacrifício, o substituto de todos os seres humanos diante de Deus. Os nossos pecados foram levados diante de Deus através de Jesus Cristo, de uma vez por todas, e por meio dele fomos justificados diante de Deus.
    1. II Coríntios 5:21 – Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus.
  4. Embora não tivesse cometido qualquer pecado, Jesus se fez pecador por nós. O seu sacrifício foi em nosso lugar. Jesus morreu e ressuscitou por nós.
    1. Hebreus 9:12-14 – Quando Cristo veio e entrou, uma vez por todas, no Lugar Santíssimo, ele não levou consigo sangue de bodes ou de bezerros para oferecer como sacrifício. Pelo contrário, ele ofereceu o seu próprio sangue e conseguiu para nós a salvação eterna. 13 O sangue de bodes e de touros e as cinzas da bezerra queimada são espalhados sobre as pessoas impuras, e elas ficam purificadas por fora. 14 Se isso é assim, imaginem então quanto maior ainda é o poder do sangue de Cristo! Por meio do Espírito eterno ele se ofereceu a si mesmo a Deus como sacrifício sem defeito. E o seu sangue nos purifica por dentro, tirando as nossas culpas; assim podemos servir ao Deus vivo, pois já não praticamos cerimônias que não valem nada
  5. Temos proteção pelo sangue de Jesus. Assim como o sangue dos cordeiros untados nos umbrais das portas dos israelitas protegeu suas casas do anjo da morte, o sangue de Jesus nos protege contra o poder destrutivo de satanás. Quando tomamos o cálice durante a ceia lembramos do poder glorioso do sangue de Jesus, do perdão e proteção que o seu sangue nos garante.

Três razões por que devemos participar da Santa Ceia do Senhor:

  1. Primeiro porque é uma ordem do próprio Cristo, Lucas 22:19 – Depois pegou o pão e deu graças a Deus. Em seguida partiu o pão e o deu aos apóstolos, dizendo: — Isto é o meu corpo que é entregue em favor de vocês. Façam isto em memória de mim. Em I Coríntios 11:23-26, Paulo usou das mesmas palavras duas vezes ao ensinar sobre a Ceia.
  2. Quando tomamos a Ceia, demonstramos o nosso amor por Cristo, uma vez que estamos obedecendo a sua ordem. João 14:15 – Jesus continuou: — Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos.
  3. É uma celebração do que o sacrifício de Jesus nos proporcionou. Efésios 2:12,13 – Naquele tempo vocês estavam separados de Cristo; eram estrangeiros e não pertenciam ao povo escolhido de Deus. Não tinham parte nas suas alianças, que eram baseadas nas promessas de Deus para o seu povo. E neste mundo viviam sem esperança e sem Deus. 13 Mas agora, unidos com Cristo Jesus, vocês, que estavam longe de Deus, foram trazidos para perto dele pela morte de Cristo na cruz.
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