Misericórdia quero e não sacrifícios


Mateus 9:9-13. Jesus estava em Cafarnaum, o seu lar adotivo, após ter sido rejeitado em Nazaré (Mt 9:1; Mc 2:1). Nesta cidade Jesus realizou muitos milagres: a cura do servo do centurião (Mt 8:5-13); a cura da sogra de Pedro (Mt 8:14,15); a expulsão de demônios e curas de enfermidades (Mt 8:16,17); a expulsão do demônio de um homem dentro da Sinagoga (Lc 4:31-38); a cura do filho do oficial romano (Jo 4:46-54); a cura do paralítico (Mt 9:9-13). Jesus sempre visitava a cidade e ensinava com frequência naquele lugar (Jo 6:24-71; Mc 9:33-50).

Infelizmente, apesar de todos os milagres e ensinamentos de Jesus para aquele povo, Cafarnaum não se voltou para Deus e se tornou uma das três cidades amaldiçoadas por Jesus (Corazim, Betsaida e Cafarnaum), Mateus 11:21-23.

O capítulo nove começa relatando a cura de um paralítico (v.1-8). Algumas pessoas levaram o homem acamado até Jesus que, vendo a fé daquelas pessoas, decide curar primeiro a alma do enfermo. Tudo indica que alguns pecados do passado estavam prejudicando a saúde daquele homem. Jesus sabia que precisava tratar primeiro da sua alma e livrá-lo do sentimento de culpa, por isso perdoou-lhe seus pecados. Em seguida, diante da murmuração dos mestres da lei, Jesus mostrou a sua autoridade e calou os murmuradores quando curou fisicamente o paralítico.

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Depois, Jesus saiu dali e no caminho passou pela alfandega onde encontrou Mateus (Levi), funcionário público (publicano) que exercia a função de cobrador de impostos. Os publicanos não eram bem-vistos pelo povo em face de sua desonestidade e da violência que empregavam para extorquir dinheiro, roubando por meios legais, viúvas e outras pessoas destituídas.

Provavelmente o propósito de Jesus era ter um apóstolo vindo dessa classe. Enquanto os fariseus consideravam os publicanos como homens sem esperança, sem direito ao arrependimento, jesus decide escolhe um desses homens a fim de demonstrar mais claramente a graça de Deus e para que ele fosse um instrumento especial para alcançar essa classe vil de homens.  Jesus mostrou que o arrependimento pode vir de qualquer pessoa, e que do meio dos homens mais vis, Deus pode tirar quem quiser, para ser usado a serviço do Seu Reino.

Mateus provavelmente conhecia Jesus, uma vez que ambos eram da mesma cidade. É provável que já tivesse ouvido falar dos seus milagres e quando Jesus lhe fez o convite, ele não hesitou em aceitá-lo. Devemos sempre falar do amor de Deus para todas as pessoas, quando menos se espera elas podem aceitar o convite para vir a Cristo.

Mateus convidou Jesus para jantar em sua casa. A pessoa que aceita o amor de Jesus, deseja tê-lo em sua casa. Provavelmente a casa de Mateus era grande e rica, considerando o número de pessoas que estavam presentes na ocasião. Imagine como foi o jantar, uma bizarra mistura de gente. No local, estão os discípulos e vários publicanos, pecadores, gentios e fariseus.

Verso 11 – Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: — Por que é que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama? Os fariseus desta passagem, provavelmente, sejam os mesmos que questionaram Jesus anteriormente quando ele perdoou os pecados do paralítico.

Talvez, com receio de questionar Jesus novamente, eles abordam os discípulos. Eles tentam dissuadir (mudar a ideia) os discípulos sobre a conduta de Jesus, querendo alegar que Jesus como líder religioso estava promovendo o escândalo. Para os fariseus, estar na companhia de alguém como Jesus, tornava os discípulos cumplices de seus atos. Os fariseus atuais usam das mesmas estratégias. Gostam de falar pelos corredores do templo, procuram pessoas que estão próximas a liderança, gostam de espalhar intrigas e dúvidas.

Verso 12 – Jesus ouviu a pergunta e respondeu: — Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Jesus usou de um provérbio conhecido pelos fariseus – os sãos eram as pessoas justas, ou aqueles que se consideravam justos, como os fariseus. Uma vez que eles se consideravam perfeitos aos olhos de Deus, não necessitavam de ajuda para alcançá-lo. A pior doença é a do que imagina estar são, quando na realidade está enfermo.

  • Os doentes eram os publicanos, pecadores, gentios, que viam esperança nas palavras de Jesus. Eles reconheciam que precisavam de cura da alma, se livrar dos sentimentos de culpas, pecados e maldições familiares e palavras condenatórias lançadas sobre eles.
  • Jesus, o médico que cura o corpo e a alma, vai aonde os seus serviços são necessários, onde é acolhido pelos que precisam da sua ajuda. Ele mostra aos fariseus que o seu trabalho era com essas pessoas que precisavam da sua ajuda.

Verso 13 – Vão e procurem entender o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: “Eu quero que as pessoas sejam bondosas e não que me ofereçam sacrifícios de animais.” Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons. Essa declaração era comum entre os rabinos, quando queriam dar ênfase algum ensino. Jesus empregou uma frase conhecida a fim de encorajar seus ouvintes a aprenderem algo do seu próprio livro e fonte informativa. Sugeriu que aqueles homens, que se reputavam mestres na fé e autoridades religiosas aprendessem o significado das passagens de Oseias e I Samuel, Oseias 6:6; I Samuel 15:22.

Jesus esperava que os fariseus e seus seguidores fossem capazes de interpretar tal passagem, aplicando-a a si mesmos, ao invés de gastarem o tempo criticando os outros. Mais adiante, Jesus empregou a mesma citação com respeito a lei do sábado, quando os discípulos com fome colheram algumas espigas e comeram os grãos de trigo, Mateus 12:7 – Se vocês soubessem o que as Escrituras Sagradas querem dizer …, vocês não condenariam os que não têm culpa.

Eu quero que as pessoas sejam bondosas. Jesus mostrou que a lei ética é mais importante que a lei cerimonial. A ética está relacionada a padrões, valores e deveres com relação a nossa conduta em determinadas situações. O que deve ser feito e como fazê-lo nas ações individuais ou coletivas – matar a fome de alguém, dar de comer ao faminto é mais importante do que as cerimonias ou rituais.

  • Os fariseus se satisfaziam em retirar-se da presença daqueles que consideravam pecadores, pensando que até a poeira dos gentios e pecadores provocava a impureza cerimonial, levando os contaminados a perderem as condições apropriadas para adorarem e servirem a Deus. Mas a lei ética reveste-se de muito maior importância. A salvação dos pecadores é possível por causa do Salvador Jesus e não pelos cumprimentos de cerimonias religiosas.

E não que me ofereçam sacrifícios de animais. Sacrifícios / Holocaustos. Refere-se aos sacrifícios dos judeus em vista do pecado. Mas do que adiantavam os sacrifícios (culto cerimonial) sem a misericórdia (símbolo da graça de Deus e seu poder de salvar)?

Jesus ensinou três lições importantes:

  1. O próprio Deus prefere os atos de misericórdia. O serviço ao próximo (incluindo a ajuda aos pecadores) precede a qualquer ato religioso meramente cerimonial. Ambas as coisas são boas, mas a primeira é muito mais necessária. Mateus 25:35,36,40.
  2. O sistema de sacrifícios tinha por finalidade mostrar e ilustrar o aspecto mais importante, ou seja, a misericórdia, o serviço prestado ao próximo; mas, as cerimonias, ilustrativas da misericórdia de Deus não tinham valor por si mesmas. Tiago 1:26-27.
  3. Não se deve confiar nas cerimonias religiosas, nem se deve dar maior relevância, pois essas, sem os atos misericordiosos, não têm valor. Esses princípios merecem maior aplicação no seio da igreja, que às vezes dá excessiva importância as cerimonias. Tiago 2:14-17.

Eu concluo esta mensagem lançando a mesma pergunta para cada um de vocês. O que é mais importante: A misericórdia (bondade) ou os sacrifícios religiosos? Lembrem-se das palavras de Jesus Cristo: “Eu quero que as pessoas sejam bondosas e não que me ofereçam sacrifícios de animais.” Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons.

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